por Prof. Fabio Marcondes Pasetto
atualizado em outubro de 2011
Exercício físico e síndrome metabólica
Diabetes, obesidade, hipertensão, triglicerídeos, colesterol ruim alto, colesterol bom baixo e acido úrico elevado... se tem 4 ou mais destes fatores de risco, você possui a síndrome metabólica.

Pode parecer clichê ficar falando sobre os fatores de risco acima citados. Mas sabe qual é a doença que mais mata em todo o mundo... Doenças relacionadas ao coração. Todas as doenças supracitadas estão correlatas a problemas coronarianos.

A síndrome metabólica é caracterizada pelo agrupamento de fatores de risco cardiovascular nos tópicos abaixo:

- Hipertensão arterial – Pressão maior do que 130 X 85 mmHg (conhecida geralmente por 13 X 8,5)
- Resistência a insulina – reduzida sensibilidade tecidual a ação da insulina
- Hiperinsulinemia – Alta produção de insulina pelo pâncreas
- Intolerância a glicose ou diabetes tipo 2 – glicose em jejum igual ou maior do que 110 mg/dl
- Obesidade central – Circunferencia da cintura para mulheres > 88 cm e homens > 102 cm
- Dislipidemia – triglicérides > 150 mg/dl | HDL < 40 homens e < 50 mulheres | LDL > 160

O individuo que possui 4 ou mais dos fatores de risco acima enquadra-se num perfil de síndrome metabólica. De acordo com alguns estudos o individuo com este perfil tem 3 X mais chances de desenvolver um problema coronariano e 2 X mais de chegar a óbito. Portanto o problema é muito sério!

Estudos epidemiológicos têm demonstrado grande relação entre inatividade física e a presença de fatores de risco cardiovascular, por outro lado a pratica de atividades físicas regulares tem sido amplamente recomendadas como prevenção e tratamento destas doenças.

A associação de exercício aeróbio e exercício resistido parece ser a mais adequada para indivíduos com síndrome metabólica ou algum dos fatores de risco. Tendo em vista que se completam, vide tabela abaixo:



Legenda:
+ aumento
+ + aumento significativo
+ + + aumento muito significativo
- redução
- - redução significativa
- - - redução muito significativa
= valores não alteram

De acordo com a prescrição atual, pode ser recomendado:

Exercício aeróbio: freqüência = 3-5 dias/semana; intensidade = iniciar com 50% e progredir gradualmente até 70% do VO2máx (50 a 70% da FCR ou 60 a 85% da FCM); duração = 30 – 60 minutos; modalidade = caminhada/corrida, cicloergômetro ou natação.

Exercício resistido: freqüência = 2 – 3 dias/semana; intensidade = 8 a 12 RM (10 a 15 para indivíduos acima de 50/60 anos) para cada grande grupo muscular; duração = iniciar com 1 série e progredir para 2 e 3 séries gradualmente; tipo = máquinas de musculação, pesos livres, banda elástica, peso corporal, etc.

O ideal seria procurar um profissional de educação física capacitado e devidamente credenciado para prescrever a intensidade e volume dos exercícios seguindo os princípios do treinamento físico, atentando-se a individualidade biológica, sobrecarga, especificidade e adaptação. Otimizando assim o resultado e gerando maior segurança na prescrição do exercício.

Prof. Fabio Marcondes Pasetto é Treinador de corredores e triatletas e Personal Trainer;
MBA em Gestão Esportiva - Anhembi Morumbi;
Pós Graduado em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP;
Diretor Técnico da Eco Run & Life Assessoria Esportiva;
www.ecorunlife.com.br

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