Por que é tão difícil adquirir bons hábitos e se livrar dos ruins?

Texto de Claudia Silveira

Acordar cedo, escovar os dentes, colocar o cinto de segurança no carro, dormir tarde, beber café. O nosso dia a dia está recheado de hábitos, do momento em que acordamos até voltarmos para a cama, e nem nos damos conta de quantas vezes fazemos todas essas coisas. É a “força do hábito”, costuma-se dizer, e segundo psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), esses “são comportamentos há bastante tempo instalados e que são repetidos sistematicamente, até sem pensar”.  E mudá-los exige planejamento, disciplina e força de vontade.

Os hábitos são construídos a partir da recompensa que temos com a sua execução, como acionar o interruptor e a lâmpada se acender ou, se o desejo é ser bem recebido, sorrir para as pessoas, que irão, provavelmente, sorrir de volta. De tão arraigados, fica difícil mudar os que são considerados ruins, como procrastinar ou roer as unhas. Adquirir novos bons hábitos também é mais difícil do que costumamos achar, e um exemplo disso é a lista de resoluções a cada começo de ano. Traçar metas é fácil; colocar em prática, nem sempre.

 

A capacidade de dominar os hábitos é tão desafiadora que não param de surgir livros que prometem a receita para administrá-los. Um deles é o “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” (Editora Best Seller). Lançado nos Estados Unidos em 1990, a publicação teve uma edição revisada lançada em 2004 e está na lista de mais vendidos do site Amazon.
Neste ano, mais uma obra chegou às livrarias norte-americanas com proposta semelhante: o “Making Habits, Breaking Habits: Why We Do Things, Why We Don’t and How to Make Any Change Stick” (em tradução livre, “Criando Hábitos, Perdendo Hábitos: Por Que Nós Fazemos Coisas, Por Que Não e Como Fazer Qualquer Mudança Durar”), escrito pelo psicólogo inglês Jeremy Dean e ainda sem previsão de lançamento no Brasil.
Para o autor, além da repetição automatizada, o hábito se caracteriza pela falta de emoção. Um exemplo é acordar cedo para quem costumava acordar tarde. Nos primeiros dias, é um drama, e o sono parece não ir embora ao longo do dia. Após algumas semanas e meses, o acordar torna-se automático. “Os hábitos têm importância para economizar energia”, afirma o psicólogo Pereira. Ou seja, uma vez acostumado, o organismo passa de gastar menos energia para executar a ação repetitiva e a guarda para outras situações.

fonte: Portal Uol – 09/08/2013
Matéria na íntegra em: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/08/09/por-que-e-tao-dificil-adquirir-bons-habitos-e-se-livrar-dos-ruins.htm

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